‘Querem esconder os verdadeiros fatos sobre Cunha: negócios ilícitos’, denuncia Leo de Brito

Membro titular do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, da Câmara dos deputados, Leo de Brito participou da sessão desta terça-feira, 7, em que seria discutido e votado o parecer do relator, deputado Marcos Rogério, referente ao processo contra o parlamentar afastado, Eduardo Cunha. Em seu pronunciamento, Leo afirmou que estava clara a tentativa da defesa em manobrar todos os movimentos dentro do conselho para favorecer o representado.

“Temos aqui um processo que bateu recorde de tempo, sendo o mais longo da história do Conselho de Ética. Foram oito meses de manobras, dentro do Conselho de Ética, para minimizar o resultado desta votação e favorecer Eduardo Cunha”, disse.

O parlamentar chamou a atenção ainda para o que ele nominou como “cortina de fumaça”. Segundo Leo de Brito, o truste tentou mascarar negócios ilícitos. “A defesa trouxe pra cá um debate jurídico acadêmico a respeito do truste, que foi utilizado para esconder essas negociações ilícitas, numa verdadeira engenharia financeira. Essa discussão existiu para esconder os verdadeiros fatos”, frisou.

Para o deputado, o reconhecimento de instituições como o Banco Central e o Ministério Público Federal, por exemplo, comprovam que Eduardo Cunha mentiu na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobrás, e omitiu informações da câmara dos deputados e da Receita Federal. “O representado instituiu o truste, era beneficiado, administrava, tinha acesso e se utilizava dos recursos das contas e era tratado como correntista. Isso ficou comprovado no relatório”, destacou.

Após cinco horas de discussão, o presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo, decidiu adiar a votação do parecer que pede a cassação do mandato de Eduardo Cunha para esta quarta-feira, 8.

Da Assessoria