Leo de Brito visita antigo colégio Meta, onde funcionará Museu dos Povos Acreanos

Acompanhando da diretora-presidente da Fundação de Cultura Elias Mansour, Karla Martins, o deputado federal Leo de Brito visitou as antigas instalações do colégio Meta, em Rio Branco, local em que funcionará o Museu dos Povos Acreanos. O parlamentar destinou, aproximadamente, R$ 2 milhões em emendas parlamentares para restauração e reforma do prédio, bem como compra de equipamentos para o funcionamento do Museu.

Karla Martins explica que o espaço será destinado a contar e salvaguardar a trajetória dos povos do Acre, em sua formação. “É um grande reforço à identidade, às raízes, às informações sobre a cultura acreana, sob aspectos múltiplos, inclusive não só os artísticos mas, também os museológicos, os comportamentais e de patrimônio que podem estar contidos num espaço como esse”, disse.

Para Leo de Brito o espaço servirá como um ponto de encontro com o conhecimento e tradições acreanas. “O local onde está a alma do povo acreano, dos indígenas, do povo sofrido acreano, das pessoas que ajudaram a construir esse estado. A memória e a identidade de um povo é algo que tem um valor inestimável para as presentes e futuras gerações”, declarou.

Patrimônio do Estado

O prédio foi construído em 1970 pela Ordem dos Padres Servos de Maria, e tinha o objetivo de educar os filhos de seringueiros, toda via por apresentar um alto padrão de infraestrutura e de modelo educacional, outros pais e mães manifestaram interesse em matricular os filhos, o que levou o grupo de padres a oferecer vagas num modelo misto. A construção e funcionamento do colégio foi capitaneada pelo padra André Ficarelli.

Conhecido também como “Colégio dos Padres”, o Instituto Nossa Senhora das Dores possuía estrutura e arquitetura  inspiradas no estilo clássico da época do fascismo. Posteriormente se tornaria o tradicional Colégio Meta, e atualmente foi desapropriado pelo governo do Estado para abrigar a memória do povo acreano.