Leo de Brito pressiona e Temer libera parte do recurso para obras do Shopping Popular

O cancelamento do empenho de aproximadamente R$ 8 milhões, que seriam utilizados para etapa final de construção do Shopping Popular de Rio Branco tem sido uma das incansáveis lutas do presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC) da Câmara Federal, deputado Leo de Brito.

O parlamentar denunciou a suspensão do recurso no plenário da Câmara, apresentou requerimento cobrando explicações do Ministério do Turismo e desde então tem brigado pela devolução de um recurso que já havia sido garantido, ainda na gestão da presidente Dilma Rousseff. Graças a atuação do deputado, nesta sexta-feira, 17, uma parte do recurso foi empenhada. “O ministério apresentou o empenho de R$ 975 mil, menos de 20% do prometido, mas pra gente já é uma vitória. Eu continuarei brigando por aquilo que é justo, que é a liberação de todo o recurso necessário para o andamento das obras”, explica Brito.

Depois de mais essa manobra do governo interino de Michel Temer, as obras do shopping estão paralisadas há 15 dias. O presidente do Sindicato dos Camelôs e Feirantes de Rio Branco, José Carlos Juruna, lamenta a atuação do governo de Temer contra a população. “Isso não está prejudicando só a nossa categoria, pois por aqui passam 25 mil pessoas por dia, que procuram os nossos serviços. Com esse shopping quase 500 famílias seriam beneficiadas, é um anseio nosso há muitos anos. O cancelamento dessa obra é também a destruição do nosso sonho ”, disse.

Leo de Brito acredita que a tentativa de barrar uma obra tão importante como o shopping é uma perseguição política. “Esta é uma obra da gestão do prefeito Marcus Alexandre, pré-candidato à reeleição, e adversário da candidata do partido de Temer”, esclarece.

O parlamentar afirma ainda que a oposição ignora o ganho social e econômico da obra. “Em 2013, parte desses trabalhadores e trabalhadoras sofreram sérios prejuízos com o incêndio que atingiu mais de 20 boxes. O Shopping Popular é a garantia de mais segurança, condições dignas de trabalho e mais conforto para atender a sociedade. Estamos falando de quase 500 famílias, que há 20 anos encontram no comércio a única fonte de renda. Não vou cruzar os braços diante de tamanha injustiça”, afirmou.