Léo de Brito: o povo quer Dilma, Petrobras e as reformas

As manifestações da última terça-feira que reuniram centenas de milhares de manifestantes em quase todas as capitais do Brasil mostram que a população quer a permanência da presidenta Dilma, quer defender a Petrobras e quer mais reformas no país.

Quem aposta nisso é o deputado federal Léo de Brito, que participou na última sexta-feira, na Rodoviária de Brasília, da manifestação do Dia Nacional de Lutas em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores, da Democracia, da Petrobras e pela Reforma Política, que reuniu mais de 1,5 mil na capital federal e outras dezenas de milhares nas outras capitais do país.

Segundo o deputado, que é membro da CPI da Petrobras na Câmara Federal, as manifestações de sexta-feira foram um claro recado para as elites que queiram dar golpe no mandato popular da presidenta Dilma porque o país está atravessando dificuldades econômicas. “É o recado claro de que o povo vai para as ruas se as elites tentarem dar um golpe”, diz Léo de Brito. Veja a integra da entrevista.

O que está achando das manifestações desta sexta-feira em todo o Brasil?

A manifestação foi grandiosa, não só aqui em Brasília, mas em várias cidades brasileiras. Isso é uma prova cabal que a população do Brasil, os movimentos sociais organizados dos trabalhadores nas cidades e nos campos não vão aceitar de forma alguma que o resultado nas urnas de 26 de outubro de 2014 seja vilipendiado e haja qualquer tentativa de golpe no país. A presidenta Dilma foi eleita para governar durante quatro anos e isso vai acontecer pela vontade do povo.

Pelas manifestações nas ruas, está claro que o povo quer manter a presidenta, mas quer também mais mudanças, não acha?

Esses são atos de defesa da reforma política, de defesa da Petrobras e de defesa das grandes causas do Brasil, sobretudo para as pessoas que não têm, não podem e são representados neste momento pelo governo democrático e popular do Partido dos Trabalhadores. Então, esse é um recado claro para as elites que quiserem dar um golpe, pois o povo está nas ruas para defender a democracia no Brasil.

Qual o caminho que deve ser trilhado para melhorar rapidamente a situação do país?

Nós temos que dar crédito ao governo da presidenta Dilma. Ela está no primeiro ano de seu segundo mandato. Há uma necessidade que sejam feitos ajustes na economia para o país voltar a crescer e nós temos que dar esse voto de confiança. Quero lembrar aqui que quando, em 1999, o presidente Fernando Henrique assumiu o seu segundo mandato, ele também tinha índices baixos de avaliação. E naquela época, nós do PT demos um crédito para que ele governasse. E é o que estamos esperando isso nesse momento. Não tenho dúvida de que a presidenta Dilma fará esses ajustes esse ano e a partir do ano que vem o programa de governo que foi aprovado pela população em 2014 será de fato cumprido até 2018.

Há clima para serem feitos os ajustes necessários para o país voltar a crescer melhor?

Acredito que nós vamos, sim, fazer os ajustes. O Brasil tem tudo para dar certo, temos que ter confiança no país. É um país grande, que tem uma capacidade muito grande de crescimento, que tem um potencial grandioso, que tem um povo trabalhador e é governado por um governo que olha para aqueles que nunca foram olhados. Eu confio na força do Brasil, na força do povo brasileiro e na competência da presidenta Dilma que, com certeza, vai continuar realizando as mudanças que o nosso país precisa.

E em 2018, virá Lula de novo com a força do povo?

É prematura a gente falar sobre isso porque nós temos um governo de quatro anos que precisa cumprir a sua agenda. É claro que o nome do Lula é um nome muito benquisto pela militância do PT, que é lembrado em todas as pesquisas. Até mesmo as pesquisas que atestaram queda de popularidade da presidenta Dilma indicam que Lula é considerado hoje o melhor presidente da História do Brasil. Isso é um reconhecimento publico a tudo aquilo tudo que ele fez, principalmente pelas pessoas que mais precisam de ajuda neste país.

Romerito Aquino
Brasília, 14/03/2015