Leo de Brito cobra fiscalização em superfaturamento de obra feita por construtora da família Cameli

Na última semana, o deputado federal Leo de Brito entrou com pedido junto à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC), da Câmara dos Deputados, solicitando ato de fiscalização e controle no processo de construção da obra da Ponte sobre o Rio Negro, no Amazonas.

O parlamentar justificou o pedido após terem sido divulgadas amplamente as denúncias sobre esquema de pagamento de propina, pela construtora ETAM, que pertence à família Cameli, do Acre.

“Acompanhamos o relato do delator e executivo da Odebrecht, Arnaldo Cumplido, sobre o pagamento de propinas a agentes públicos do Estado do Amazonas, em troca de favorecimento nas obras da Ponte do Rio Negro”, explica.

Referida obra foi licitada em 2007, sendo realizada por um consórcio liderado pelas Construtoras Camargo Corrêa e ETAM Ltda. O valor inicial da obra estava orçado em R$ 574 milhões e o contrato foi assinado no final de 2007. Ocorre que, ainda no primeiro semestre de 2008, o Estado do Amazonas fez um aditivo de R$ 300 milhões, com a anuência do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas. O valor ainda sofreu outros aditivos, chegando ao total R$ 1.102.805.571,94 (Um bilhão cento e dois milhões oitocentos e cinco mil quinhentos e setenta e um reais e noventa e quatro centavos).

O deputado chama atenção para as campanhas milionárias que são realizadas no Acre pela família Cameli. “É de conhecimento público que as campanhas realizadas pela família Cameli no Acre são milionárias, então nós precisamos cobrar que essa investigação envolvendo a construtura que pertence a eles seja realizada logo, pois estamos falando de milhões que saíram dos cofres públicos”, ressalta.

Para Leo de Brito a CFFC pode aprofundar as investigações e chegar aos responsáveis pelo desvio de recurso. “Nesse relato é possível perceber fortes indícios de superfaturamento da obra, que inclusive ficou conhecida como “Ponte do Bilhão”. Trata-se de uma grave denúncia que precisa ser investigada para que sejam apontados os agentes públicos e as empresas responsáveis”, disse.