Leo de Brito integra força-tarefa de apoio às familias atingidas pelo acórdão do TCU

Na última sexta-feira, 26, o deputado federal Leo de Brito participou de audiência pública no Seringal Cachoeira e reunião com lideranças comunitárias em Xapuri para tratar do acórdão do Tribunal de Contas da União (TCU), que suspende os benefícios de assentados da reforma agrária alegando suspeita de irregularidades.

Os encontros foram realizados em parceria com a defensora pública federal, Rebeca Barbosa, da Defensoria Pública da União (DPU), Eduardo Ribeiro, superintendente do  Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), deputada estadual Leila Galvão, Julia Feitosa, Cazuza Borges, do Grupo de Pesquisas em Extensão Agroflorestal do Acre (Pesacre), da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e com representantes das comunidades que vivem na Reserva Extrativista Chico Mendes (Resex).

Trata-se de uma verdadeira força-tarefa para tentar diminuir os prejuízos causados por essa decisão. Estima-se que com o bloqueio dos beneficios dessas familias, que no Acre ultrapassa a marca das 25 mil, cerca de R$ 70 milhões deixem de circular na agricultura familiar.

“São 25 mil familias no Acre, mas em todo país são 500 mil. São pequenos agricultores que deixarão de ter acesso a crédito, ou qualquer outro tipo de benefício que representa investimento na produção que abastece o mercado local, na segurança alimentar dessas familias e certamente na qualidade de vida de cada um. Um absurdo!”, declarou Leo de Brito.

O produtor Luciano Monteiro, que participou da reunião em Xapuri, declarou que as famílias estão angustiadas com a decisão. “O sentimento que a gente tem é que esse governo que está ai está tirando de nós que estamos nessa situação no norte e no nordeste do país, para beneficiar quem está no sul. Estamos desesperados com essa situação”, desabafou.

Com a ajuda dos órgãos e parlamentares, que compõem a força-tarefa, o Incra deverá iniciar um mutirão de regularização das 25 mil famílias que podem estar com a situação irregular. Em contra partida, em Brasíliaimg_3279, Leo de Brito deve continuar articulando, junto ao TCU, uma solução para o problema, por meio da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC), presidida por ele na Câmara Federal.