Leo de Brito fala da aprovação da Reforma Trabalhista e faz chamamento para Greve Geral

A Câmara dos Deputados aprovou na madrugada de quinta-feira (27) o texto da Reforma Trabalhista, que agora segue para o Senado. O deputado federal Leo de Brito, que votou contra a proposta, fala da preocupação com a aprovação da pauta que, segundo ele,  precariza as relações de trabalho, que ataca de maneira muito forte os princípios do Direito do Trabalho
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“O Direito do Trabalho, meus amigos, foi criado exatamente para dar condições de igualdade a trabalhadores e empregadores. O que está acontecendo agora, com essa proposta de precarização, de enfraquecimento da Justiça do Trabalho e do acesso à Justiça do Trabalho, de enfraquecimento da organização sindical dos trabalhadores, é exatamente o enfraquecimento dos trabalhadores”, destacou o deputado.
Nesta sexta-feira (28), Brito participa em Rio Branco da Greve Geral em defesa dos trabalhadores, realizada em todo país. “Há movimentos que são ilegítimos e oportunistas dizendo que essa Greve Geral é greve de vagabundos. Eles enganaram muitas pessoas que foram para as ruas e agora estão tendo seus direitos retirados. Vamos fazer um grande ato e parar o Brasil, porque nós não aceitamos esse tipo de hipocrisia que está acontecendo no País, em que os trabalhadores vão ter que pagar pelo golpe”.

Principais pontos da reforma
A jornada, que hoje é de 44 horas semanais, com no máximo 8 horas por dia de trabalho, pode chegar até a 48h semanais a jornada diária pode chegar até a 12 horas; Mulher grávida ou lactante poderá trabalhar em ambientes considerados insalubre; trabalhadores terão mais dificuldade de ingressar com ações judiciais; O período de férias também poderá ser fatiado em até três vezes.

Para o parlamentar, a justificativa do atual governo Temer de que, com a possibilidade de negociação entre empregador e trabalhador, haverá mais geração de emprego e modernização do trabalho não é plausível. “Na verdade, estão querendo voltar para o século XIX, para uma relação de exploração dos trabalhadores. Quem vai ganhar nessa história toda são os empregadores”, afirma.