Comissão presidida por Leo de Brito vai fiscalizar obras de manutenção da BR-364

“Nós vamos usar a força da comissão para fiscalizar as obras da BR-364 e evitar que ela feche”. A afirmação é do deputado federal Leo de Brito, em entrevista à Rádio Difusora Acreana, nesta quinta-feira, 23. O parlamentar, que preside a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC), da Câmara Federal, a quarta mais importante da casa demonstrou preocupação com a possibilidade de atraso na manutenção do trecho que vai de Manoel Urbano a Feijó.

Em visita às obras da Ponte sobre o Rio Madeira, na última semana, Leo de Brito esteve com o superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Sérgio Mamany, e cobrou dele as obras de recuperação da BR-364.

“Há alguns dias eu estive com Sérgio Mamany, visitando a obra da ponte sobre Rio Madeira, e eu cobrei dele, porque ano passado nós conseguimos um recurso de R$ 78 milhões e houve recuperação em alguns trechos, mas a situação está muito crítica na parte que vai de Manoel Urbano a Feijó”, declarou.

Ainda na gestão da presidenta Dilma, o governador Tião Viana articulou um empenho no valor de R$ 230 milhões, no âmbito do Crema, um programa do DNIT, que assegura a manutenção das boas condições das rodovias, e pode ser realizado em duas etapas.

“Nós enxergamos a boa vontade, sobretudo do representante do DNIT aqui no Acre, mas o problema é a celeridade que deveria haver nesse processo. Pelo ritmo que as coisas estão andando, essa licitação será feita somente em agosto, se isso acontecer teremos pouco tempo de obra e com isso podemos ter o fechamento da BR”, ressaltou.

O parlamentar destacou a determinação da presidenta Dilma em instalar uma superintendência local, com o objetivo de sanar todos os problemas advindos do atraso. De acordo com Leo de Brito, o atraso nas obras se deu pelo fato da necessidade trazer engenheiros de Rondônia para elaborar e avaliar os projetos.

“Eu vou cobrar, vou estar de perto acompanhando essa situação e alertando que esse atraso pode ser muito prejudicial. O governo do Estado, com todas as suas dificuldades fez a BR e estava fazendo a manutenção, quando não teve mais condição passou para o DNIT, e infelizmente o DNIT passou um ano sem fazer as obras de recuperação”, alertou.